quarta-feira, 29 de maio de 2013

O PECADO É UMA DESORDEM QUE PODE SER VENCIDA

O PECADO É UMA DESORDEM QUE PODE SER VENCIDA



Por Padre Luizinho no dia abr 26th, 2013 sobre Ano da Fé, Espiritualidade, Espírito Santo-Pentecostes,Seminariodevida.
Depois de conhecermos em nosso Seminário de Vida online o Amor de Deus, ficam varias perguntas: Porque mesmo depois de experimentar este Amor, sinto-me impotente diante de minhas fraquezas, limitações e continuo fazendo coisas más que não quero? Se Deus criou todas as coisas e viu que tudo era muito bom, porque tanta tristeza no mundo, tanta infelicidade, desigualdade, guerras, doenças, desamor, porque a morte? Essa pergunta pode ser feita de maneira diferente: se Deus e o seu amor existem qual é a cauda de todo o mal? O pecado é o mal uso de nossa liberdade, erramos o alvo, o objetivo de nossa vida, pisamos na bola, desvirtuamos os nossos sentidos e vontades, se apresentava o Bem e eu escolho o mal.
É difícil e hoje tem muita gente que torce o nariz, neste mundo mascarado e superficial até ofende dizer isso para alguém, mas eu não posso esconder ou mascarar, a verdade, a realidade para você: “Todos pecaram e por isso, estão privados da graça de Deus”(Cf. Romanos 3,23).
Conseqüências do pecado em nossas vidas:
- a harmonia estabelecida graças à justiça original, está destruída;
- o domínio das faculdades espirituais da alma sobre o corpo é rompido;
- a união entre o homem e a mulher é submetida a tensões; as suas relações serão marcadas pela cupidez e pela dominação.
- a harmonia com a criação está rompida: a criação visível tornou-se para o homem estranha e hostil. Por causa do homem, a criação está submetida ‘à servidão da corrupção’.
- Finalmente, vai realizar-se a conseqüência explicitamente anunciada para o caso de desobediência: o homem ‘voltará ao pó do qual é formado’. A morte entra na história da humanidade. (n.400)
- a partir do primeiro pecado, uma verdadeira ‘invasão’ do pecado inunda o mundo: o fratricídio cometido por Caim contra Abel; a corrupção universal em decorrência do pecado;
- A Escritura e a Tradição da Igreja não cessam de recordar a presença e a universalidade do pecado na história do homem: O que nos é manifestado pela Revelação divina concorda com a própria experiência. Pois o homem, olhando para seu coração, descobre-se também inclinado ao mal e mergulhado em múltiplos males que não podem provir de seu Criador, que é bom.
402 – Todos os homens estão implicados no pecado de Adão. O gênero humano inteiro é, em Adão, ‘como um só corpo de um só homem’ (sicut unum corpus unius hominis – São Tomás de Aquino). Em virtude desta unidade do gênero humano, todos os homens estão implicados no pecado de Adão, como todos estão implicados na justiça de Cristo. (cat. 404)
‘Pela desobediência de um só homem, todos se tornaram pecadores’(Rm 5,19). ‘Como por meio de um só homem o pecado entrou no mundo e, pelo pecado, a morte, assim a morte passou para todos os homens, porque todos pecaram… ‘(Rm 5,12).
‘Assim como da falta de um só resultou a condenação de todos os homens, do mesmo modo, da obra de justiça de um só (a de Cristo), resultou para todos os homens justificarão que traz a vida’(Rm 5,18).
Adão e Eva cometem um pecado pessoal, mas este pecado afeta a natureza humana, que vão transmitir em um estado decaído. (cat. 404). É um pecado que será transmitido por propagação (não imitação) à humanidade inteira; isto é, pela transmissão de uma natureza humana privada da santidade e da justiça originais. O pecado original é denominado ‘pecado’ de maneira analógica: é um pecado ‘contraído’ e não ‘cometido’, um estado e não um ato. Mas, hoje as nossas escolhas nos tornam participantes ativos no pecado, atualizamos a morte e optamos novamente contra Deus e o seu plano de Amor.
‘Morte da alma’(DS 1512)
O Batismo, ao conferir a vida da graça de Cristo, apaga o pecado original e faz o homem voltar para Deus. Porém, as conseqüências de tal pecado sobre a natureza, enfraquecida e inclinada ao mal, permanecem no homem e o incitam ao combate espiritual. 405 – Pelo pecado original a natureza humana não é totalmente corrompida: ela é lesada em suas próprias forças naturais, submetida à ignorância, ao sofrimento e ao império da morte, e inclinada ao pecado (esta propensão ao mal é chamada ‘concupiscência’).
“Não “o abandonaste ao poder da morte’ Todas as vezes que pecamos estamos mais perto da morte”.
Por que Deus não impediu o primeiro homem de pecar?
São Leão Magno reponde: ‘A graça inefável de Cristo deu-nos bens melhores do que aqueles que a inveja do demônio os havia subtraído’(Sermão 73,4: PL 54,396). São Tomás: ‘Nada obsta que a natureza humana tenha sido destinada a um fim mais elevado após o pecado. Com efeito, Deus permite que os males aconteçam para tirar deles um bem maior. Donde a palavra de São Paulo: ‘Onde abundou o pecado superabundou à graça’(Rom 5, 20). E o canto do Exultet: Ó feliz culpa que mereceu tal e tão grande Redentor’ (S. Th. III,1.3 ad 3).
Mais o PECADO não tem a ultima palavra em nossa vida, pelo contrario, tomar consciência desta verdade e assumi-la abre-nos a Porta da solução, da SALVAÇÃO: “Chegando ali, reuniram a comunidade. Contaram tudo o que Deus fizera por meio deles e como ele havia aberto a Porta da Fé para os pagãos” (cf. At. 14,27).
Salette Ferreira reza com a Plavra de Deus pela libertação do pecador:
Clique em comentários e diga não ao pecado e faça a sua oração de renúncia.
Oração de Renuncia: Tomando consciência do imenso Amor de Deus, de Jesus Cristo meu Salvador eu renuncio ao pecado e a todo mal. Renuncio em Nome de Jesus ao Demônio e a Satanás autor do pecado e do mal e todas as suas astúcias para perder os filhos de Deus. Renuncio a tudo aquilo que possa me conduzir ao pecado e a morte nos sentimentos e nos atos, continue a oração de renunciando a todo pecado, aqueles que te impedem de caminhar e de ter uma nova vida…
Vinde Espírito Santo e arranca-nos do pecado!!!
Padre Luizinho, Com. Canção Nova.
Diretor Espiritual e Formador no Pré-discipulado.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

ESCATOLOGIA

http://www.veritatis.com.br/doutrina/escatologia/1363-e-cristo-desceu-a-mansao-dos-mortos

MARIA G AO A


Maria é exemplo de silêncio e humildade para todos nós. Ela "Guardava e meditava tudo em seu coração" (Lc 2, 51). Ela, sempre com Jesus, acompanhou tudo de perto, em silêncio. Quando Jesus a vê aos pés da cruz, Ele doa sua mãe à humanidade, entrega Maria como Mãe dos viventes. "Mulher, eis aí teu filho. Filho: "Eis aí tua mãe". "E desta hora em diante o discípulo a levou para a sua casa" (Jo 19, 26-27). Devemos, como João, levar Maria para casa, para cuidar de nós e levar-nos em direção ao Seu Filho.
Maria é a mulher do Gênesis ao Apocalipse! "Uma Mulher revestida de sol, a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas. Ela deu à luz um Filho, um menino, aquele que deve reger todas as nações pagãs com cetro de ferro" (Ap 12, 1). Quem usa coroa, senão uma rainha? Maria é Rainha do Céu e da Terra!
Satanás tem ódio de Maria, de sua obediência, de sua humildade! "E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra contra os seus descendentes, os que guardam os mandamentos de Deus, e mantêm o testemunho de Jesus" (Ap 12,17). Ele sabe que não tem forças contra Deus ou Maria, por isso nos ataca, nós, os descendentes d'Ela, que seguimos os mandamentos de Deus. Maria passa à nossa frente, nos defendendo, pois  "Vosso adversário, o Diabo, anda em derredor, rugindo como leão, e procurando a quem possa devorar" (I Pe 5,8). Somos vencedores com Maria pela Ressurreição de Jesus, pois somos a Igreja de Cristo e "as portas do inferno não prevalecerão contra ela" (Mt 16,18).
Levemos Maria para casa, pois o Leão tem medo de Maria! Maria é guerreira! Na Guerra espiritual o inimigo sabe que Maria é vitoriosa com Jesus.
Defendamos nossa Mãe. Quem ao ouvir falar de sua mãe não a defende? Defendemos Maria de duas maneiras: com uma arma muito forte, a oração do Rosário; e fazendo que mais filhos tornem-se devotos de Nossa Senhora. Rezemos mais o terço e consagremos nossas vidas a Nossa Senhora!



MARIA MÃE DE JESUS DO GENESIS AO APOCALIPSE


Há um tempo atrás eu fiz uma pequena pregação falando da fidelidade de Maria à sua missão. Encontrei por providência divina esse rascunho e pude trabalhá-lo para falar de Maria na Bíblia, sendo este mês de especial meditação da Palavra de Deus. Maria, mulher do Gênesis ao Apocalipse. Para que todos nós possamos amar mais a Maria e que ela nos ajude a viver e a guardar a Palavra de Deus. Ela é uma mulher escolhida e conduzida em tudo pela Vontade de Deus que se revelou em Sua Palavra. Que saibamos responder aos ataques sem fundamento em relação à Mãe de Jesus.
“Porei inimizade entre ti e a mulher, entre tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar”. (cf.Gn 3,15) No drama do pecado original, onde tanto Eva, mãe da humanidade, quanto Adão pecaram, Deus já revela neste texto um plano de salvação que nasceria do SIM de uma mulher. A tradição da Igreja chama esse texto de Proto-Evangelho, ou seja, um pré-anúncio do que iria vir.
“Pois bem, o próprio Senhor vos dará um sinal. Eis que uma virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe porá o nome de Emanuel”. (cf. Is 7,14). Aqui aponta a esperança da salvação, é um anuncio explicito da vinda de um messias, cuja mãe seria virgem, ou seja, é Maria!
Tantas outras mulheres da historia da salvação que pré-figuravam Maria: Livro de Rute; livro de Ester; livro de Judite.
“Faça-se em mim segundo a tua Palavra”. (cf. Lc1, 26). Quando o Anjo Gabriel enviado por Deus a Maria a saúda: “Ave cheia de graça, o Senhor esta contigo”. Ao desvendar-se o mistério da Vontade de Deus em relação à encarnação de Jesus que iria salvar o seu povo dos seus pecados, ela logo se rendeu e fez-se nela a maior obra do amor que se dá e que se doa.
Imediatamente após a anunciação Maria caminha apressadamente para a casa de sua prima Isabel nas montanhas, que também estava grávida para ajudá-la. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou de alegria em seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito santo e com voz forte exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre”! Diante de tudo isso, Maria canta um hino repleto de retalhos bíblicos: “A minha alma engrandece o Senhor, e meu espírito se alegra em deus, meu Salvador…” (cf. Lc 1,39-56).
Ao apresentar Jesus no templo cumprindo toda a Lei do seu povo, Simeão os abençoou e disse a Maria, a mãe: “E a ti, uma espada transpassará tua alma! – e assim serão revelados os pensamentos de muitos corações”. (cf. Lc 2,33-35). O Profeta já anunciava a missão do Filho e a co-redenção da mãe, Jesus é transpassado na cruz, Maria é transpassada na maternidade, mãe do Salvador. Ao ensinar Jesus Maria cumpre sua principal missão e revela o seu maior mistério: MÃE DE DEUS!
“Jesus desceu, então, com seus pais para Nazaré e era obediente a eles. Sua mãe (Maria) guardava todas essas coisas no coração”. (cf. Lc 2,51)
Ela é a Arca da Nova Aliança, é a mãe do mistério, portadora da salvação, primeiro sacrário da Igreja de Jesus cristo. Acompanha o seu Filho no inicio do seu ministério, provoca o seu primeiro milagre, antecipa à hora da salvação e deixa um precioso segredo para os servos da casa de Maria, que conduz para nossa felicidade: “Fazei tudo que Ele vos disser!” (cf. Jo 2,5).
Até a cruz Maria é fiel e permanece de pé, e ao ver sua mãe e ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à sua mãe: “Mulher, eis o teu filho!” Depois disse ao discípulo:“Eis a tua mãe!” (cf. Jo 19,25-27). A partir daquela hora toda humanidade, que tinha ficado órfão no pecado de nossos primeiros pais, agora tem uma mãe da fé. Representada por João surge um novo povo aos pés da cruz, altar supremo da salvação.
Mesmo após a ressurreição e a subida de Jesus ao céu, Maria acompanha a Igreja nascente e intercede com ela no Cenáculo: “Todos eles perseveravam na oração em comum, junto com algumas mulheres – entre elas Maria, mãe de Jesus”. (cf. At. 1,14). Aqui se revela a esposa do Espírito Santo e a Onipotência Suplicante, por isso podemos chamá-la de intercessora, pois também estava junto à Igreja fechada com medo quando aconteceu O Pentecostes: “Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído de um vento forte, que encheu toda a casa em que se encontravam”. (cf. At. 2,1-4).
Maria é mãe do corpo físico de Cristo e também mãe do seu Corpo Místico, que é a Igreja:MARIA mãe da Igreja ensina-nos a ter amor e sede da Palavra de Deus, esperar e viver conduzido pelo sopro do Espírito e em tudo fazer a Vontade do Pai. Rogai por nós santa mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém

quinta-feira, 16 de maio de 2013

MARIA ARAUTOS

http://www.arautos.org/section/198/Virgem-Maria.html

http://www.arautos.org/artigo/18768/Jesus-com-Maria-nas-Bodas-de-Cana.html

CATEQUETESE DE TAGUATINGA


A Via Crucis
"Levaram então consigo Jesus. Ele próprio carregava a sua cruz para fora da cidade, em direção
do lugar chamado Calvário, em hebraico Gólgota"
(Jo 19, 17).
O réu "levava apenas o patíbulo [a trave horizontal] nas costas, com ambos os braços a ele
amarrados. É o que nos conta a arqueologia. O stipes, ou poste vertical da cruz, era fincado
antecipadamente no lugar do suplício"25
.
"Verificando a imagem do Sudário, vamos encontrar duas marcas mais profundas
na região dorsal, com forma oval e transversal. Os estudos feitos demonstraram que
aquelas marcas correspondem a uma lesão da pele, provocada por alguma coisa bastante
pesada que fora transportada apoiando naquela região. E que esta peça deslizava para um
lado e para o outro, produzindo algumas escoriações"26
.
É "principalmente na imagem dorsal que encontramos os vestígios do transporte
da cruz. Há ali, sobre a espádua direita, na parte externa da região subescapulária, uma
larga zona de escoriação, oblíqua para baixo e para dentro, com a forma de um retângulo
de 10 cm por 9 cm (Vê-se, de resto, que esta zona se prolonga pela frente, sobre a região
clavicular externa, por largas placas de escoriação). A região posterior parece formada
por um acúmulo de escoriações, sobrepostas a numerosas chagas da flagelação que estão
esmagadas e alargadas em relação às do lado. Parece que um corpo pesado, rugoso, mal
fixado, comprimiu esta espádua, e que esmagou, reabriu e alargou, através da túnica, as
chagas precedentes da flagelação"27
.
As três quedas
A
fotografia
ressalta as
manchas
de sangue.
Os
detalhes
em
vermelho
apresenta
m as
mesmas
cores do
espectro da
chaga do
lado
direito
28"Jesus cai pela primeira vez .... Jesus cai pela segunda vez .... Jesus cai pela terceira vez"
(Via Sacra, III, VII e IX Estações)
Os Evangelhos não falam a respeito das três quedas que Nosso Senhor sofreu no caminho do
Calvário, mas conta-o a Tradição. Por isso estão integradas à Via Sacra.
Essas quedas, "o Sudário as constata claramente. O Homem do Sudário apresenta os joelhos
feridos por violentas quedas sobre terreno pedregoso, estando o joelho esquerdo sujo de terra
misturada com sangue. As escoriações do nariz também estão sujas de terra, sinal de que o rosto de
Jesus bateu violentamente contra o solo. .... Impossibilitado de amortecer o tombo com as mãos,
amarradas ao patíbulo que levava às costas, a cabeça de Jesus iria fatalmente bater com força contra o
solo pedregoso; o patíbulo escorregaria em direção à cabeça, batendo fortemente contra a nuca, coberta
com os espinhos. É fácil compreender por que a nuca aparece tão horrivelmente machucada na
imagem do Sudário"28
.
A Crucifixão
"Ali O crucificaram, e com Ele outros dois, um de cada lado, e Jesus no meio" (Jo 19, 18).
Primeiro O despiram de suas vestes. Isso deve ter provocado uma dor terrível, pois o tecido da
túnica secara sobre as feridas do corpo divino, colando-se a ele. Às vezes, num caso semelhante, para
retirar-se um tecido colado a um corpo muito chagado, é necessário aplicar-se anestesia geral. "Mas
como aquela dor pungente e atroz não acarreta a síncope? É porque, do princípio ao fim, Ele [Jesus]
domina toda a sua paixão e a dirige"29
.
Depois estenderam-no no chão, puxando seus braços para os pregar no patíbulo da cruz.
Onde foram fincados os cravos? Não na palma da mão, segundo a iconografia comum. Estudos
de especialistas demonstram que essa região não tem estrutura suficiente para suportar o peso de um
corpo adulto. Mas entre o punho e a mão, na região chamada em anatomia de "espaço de Destot".
"Neste espaço, um cravo penetra com a maior facilidade, sem romper nenhum osso, e fica firmemente
seguro. .... Examinando-se o Sudário, vamos ver que o grande coágulo de sangue correspondente à
chaga do braço está situado exatamente nessa região"30
.
Ao penetrar aí, entre a palma da mão e o punho, o cravo provocou "uma dor inenarrável,
fulgurante, que se espalhou por seus dedos, subiu como uma língua de fogo até a espádua e
prorrompeu no cérebro. Bem sabemos que a dor mais insuportável que um homem possa experimentar
é a do ferimento de um dos grandes troncos nervosos. Jesus experimentará isto ainda durante três
horas"31
.
Depois o sentenciado tinha de levantar-se, pregado ao patíbulo da cruz. O carrasco e um
ajudante erguiam o patíbulo, para o encaixarem na stipes, ou poste vertical da cruz. Isso era feito com
indescritíveis dores para o crucificado.
Estando Jesus suspenso no ar somente pelos cravos das mãos, os carrascos passaram a prender
seus pés ao madeiro da cruz. Trespassaram o pé esquerdo, fazendo com que a ponta do cravo surgisse
na planta do pé; colocaram-no depois sobre o peito do pé direito, fazendo com que o cravo também o
trespassasse, fixando-os assim, um sobre o outro, no madeiro da cruz.
29"A suspensão pelas mãos provoca nos crucificados um conjunto de cãibras, de contrações, que
se vão generalizando até o que chamamos de `tetania'. Atinge ela, por fim, os músculos inspiradores,
impedindo a expiração; os supliciados, não mais podendo esvaziar os pulmões, morrem por asfixia"32
.
Para apressar a morte dos condenados, quebravam-lhes os joelhos, impedindo assim o soerguimento
que lhes permitiria respirar.
A morte
"Jesus deu então um grande brado e disse: `Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito'.
E dizendo isto, expirou" (Lc 23, 46).
"Observando as marcas do Sudário vamos ver que, na imagem frontal, o tórax aparece com a sua
musculatura contraída num espasmo, o diafragma elevado, visível pelo afundamento do abdômen. São
imagens típicas de uma tetania causada pela asfixia e ânsia respiratória"33
.
"Jamais poderia acreditar nem sequer imaginar que a crucifixão fosse tão atroz e cruel como nos
permite entender o Santo Sudário com sua muda, porém eloqüentíssima linguagem .... A crucificação
excede em crueldade tudo o que podemos imaginar"34
.
A lançada de Longinus
"Um dos soldados abriu-Lhe o lado com uma lança, e imediatamente saiu
sangue e água" (Jo 19, 34).
No Santo Sudário "a ferida da qual escorre este sangue é claramente visível e foi produzida por
um instrumento de ponta e corte, com duas aletas ou rebordes em suas extremidades; daí sua forma
elíptica".
"A chaga do lado direito do supliciado tem uma forma elíptica do mesmo diâmetro de 4,4 cm
por 1,4 cm, diâmetro de uma lança romana. Segundo especialistas da história romana, o fato de estar
no lado direito explicar-se-ia pelo fato de os romanos darem esse golpe contra um inimigo que protege
seu coração com o escudo"35
.
"Na parte superior da imagem sangüínea se distingue nitidamente, tanto no original [do Sudário]
quanto nas fotografias, uma mancha oval com o eixo maior um tanto oblíquo de dentro para fora e de
baixo para cima, que dá, nitidamente, a impressão da chaga do lado de onde saiu este sangue. ....
Notemos de passagem que a relíquia do ferro da lança que se encontra no Vaticano tem 45 mm em sua
parte mais larga. As chagas são sempre mais estreitas do que os agentes perfurantes, por causa da
elasticidade da pele"3


O Sepultamento
"Tomaram o corpo de Jesus e o envolveram em panos com os aromas, como os
judeus
costumam sepultar" (Jo 19, 40).
São João narra em seu Evangelho que, depois que Nosso Senhor expirou
entre os dois ladrões, "José de Arimatéia, que era discípulo de Jesus, mas
ocultamente por medo dos judeus, rogou a Pilatos autorização para tirar o corpo de
Jesus. Pilatos permitiu" (Id. ib., 38).
A ilustração reproduz a
pintura de Giovanni
Battista della Rovere, do
século XVI: o artista
imaginou em seu quadro
a maneira como o
Sudário teria sido
dobrado
30Quando os discípulos desceram da cruz o corpo de Jesus, ficaram maravilhados com sua
aparência de paz e de uma resignação completa. Isto porque, para Ele, "tudo estava consumado", quer
dizer, sua missão estava cumprida, a finalidade para a qual Ele veio à Terra realizara-se
completamente. Nossa Redenção fora feita com todos os sofrimentos de corpo e de alma que ela
comportava.
"Realmente é inexplicável que um Homem tão maltratado fisicamente, como aparece diante de
nossos olhos o Homem do Sudário, não apresente no rosto sinais de enrugamento, de ódio, de ira
impotente, de esgotamento, de perversão moral .... Apenas um super-homem, um homem não apenas
inocente, mas o próprio Filho de Deus, de tanta grandeza moral, de tanto domínio de Si, de um coração
tão grande que ama, desculpa e perdoa seus próprios carrascos e viscerais inimigos, enquanto eles
estavam se cevando de seu sangue .... apenas Jesus Cristo podia apresentar, já morto, um rosto com
tanta paz, tanta majestade, tão resignada aceitação da morte, tão serena beleza .... como aparece no
Sudário"37
.
"Nesse rosto nitidamente semita encontra-se, apesar das torturas e das chagas, uma tão serena
majestade, que dele ressalta uma impressão inexprimível. Para o compreender um pouco, é necessário
recordar que, se nesse corpo a Humanidade acaba de morrer, a Divindade continua sempre presente;
com a certeza da ressurreição, aliás, bem próxima"38
.
O Apóstolo virgem ressalta que os discípulos envolveram o corpo de Jesus "em panos e com
aromas, como os judeus costumam sepultar".
Como era esse costume na época de Nosso Senhor?
Em primeiro lugar, é preciso ressaltar que aqueles que sofriam o suplício da crucifixão (os
grandes criminosos) não eram sepultados, mas lançados numa vala comum. Quando os judeus
"rogaram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas e fossem retirados" das cruzes, visavam eles que
Jesus tivesse o mesmo tratamento que os dois malfeitores, isto é, que Lhe partissem as pernas e depois
O jogassem na vala comum, para que sua memória desaparecesse para sempre.
Mas as humilhações e sofrimentos a que Se submetera o Homem-Deus para a salvação da
humanidade pecadora tinham atingido seu auge e se consumado no sacrifício da cruz. Aproximava-se a
hora de sua glorificação. Por isso José de Arimatéia, influente judeu, obteve de Pôncio Pilatos a
permissão de retirar Jesus da cruz e dar-Lhe digna sepultura. Para isso adquiriu um sepulcro ainda
novo, sem uso, perto do Calvário, que viria a ser a testemunha da ressurreição de Cristo.
Em geral as sepulturas judias eram cavadas na rocha, constando de dois compartimentos: um
menor, à entrada, e um subseqüente, onde ficava a sepultura propriamente dita. Uma pedra, como a de
moinho, era rolada por dois homens, fechando a sepultura.
Retirado o divino corpo do Salvador da cruz — por José de Arimatéia, Nicodemos e talvez São
João e algum outro discípulo — foi depositado sobre o longo lençol que Lhe serviria de mortalha. São
Marcos, em seu Evangelho (15, 46), esclarece que José de Arimatéia, depois de obtida a licença para
sepultar Jesus, comprou um pano de linho para envolvê-Lo.
Esse lençol, segundo o costume, era longo e deveria ser dobrado na altura da cabeça sobre o
cadáver a ser sepultado. Algumas faixas de tecido serviriam para prender o lençol ao longo do corpo.
Não tiveram tempo para lavar o corpo nem barbear o rosto, como era costume, pois já estava
tarde e, com o pôr do sol, começaria o sábado, dia em que não se podia trabalhar; esse ritual, aliás, não
se observava com sentenciados. Os discípulos puseram então algumas ervas aromáticas junto ao corpo
ainda ensangüentado de Jesus, e O depositaram no sepulcro.
Parecia tudo terminado, mas era exatamente o momento em que tudo começava...


A Ressurreição
"No primeiro dia da semana, muito cedo, [as santas mulheres] dirigiram-se ao
sepulcro com os aromas que haviam preparado. Acharam a pedra removida
longe da abertura do sepulcro. Entraram, mas não encontraram o corpo do
Senhor Jesus. Não sabiam o que pensar, quando apareceram em frente delas dois
personagens com vestes resplandecentes. Como estivessem amedrontadas e
voltassem o rosto para o chão, disseram-lhes eles: ‘Por que buscais entre os
mortos aquele que está vivo? Não está aqui, mas ressuscitou’" (Lc 24, 1-6).
De acordo com Julio Marvizón Preney, "a maior surpresa [dos cientistas] foi ao examinar a parte
dorsal da imagem [do Sudário], em que os músculos dorsais e deltóides apareciam abaulados, e não
planos como deveriam estar na espádua de um corpo morto que se apóia em uma pedra sepulcral".
E continua: "Na palavra dos cientistas: `parecia que o cadáver se vaporizara, emitindo uma
estranha radiação que teria sido a responsável pela formação dos sinais do Santo Sudário. .... É muito
provável que, no momento em que se produziu a radiação, o corpo estivesse leve, em levitação, e por
isso os músculos não ficaram aplainados'".
Pergunta Preney: "Para aqueles que são crentes, isto não é a ressurreição?".... Neste caso, o
Sudário é uma quase fotografia de Cristo no momento de retornar à vida, produzida por uma radiação
ou incandescência de efeitos parcialmente análogos àqueles do calor"39
.
Os dois cientistas americanos do STURP (Projeto de Pesquisa do Sudário de Turim), Kenneth E.
Stevenson e Gary R. Habermas acrescentam:
O Dr. Arnaud-Aaron Upinsky confirma: [Os cientistas] "reconhecem também inequivocamente
uma das maiores maravilhas do Sudário: o cadáver, descolando-se dele, deixou-o intacto, sem a
mínima alteração de suas fibras, sem arrancá-las nem modificar os traços de sangue entre o corpo e o
tecido. O que é impossível acontecer com um corpo comum, sujeito às leis comuns da natureza. Um
cadáver coberto de chagas não poderia jamais ser retirado do pano que o continha sem alterar o pano e
os sinais nele deixados pelo sangue e pelas feridas. Como então foi ele descolado dali deixando
intactas e nítidas até as mínimas fibras do tecido que estava colado nas feridas? Este fato decisivo não
é contestado por nenhuma ciência. E ele só se explica pela Ressurreição; isto é, pela
`desmaterialização' do corpo chagado, que se retira daquele invólucro não mais sujeito às leis impostas
pela natureza"40
.
"A outra linha de evidência sobre a ressurreição vem dos estudos científicos a propósito do
Sudário de Turim .... O fato de que não houve decomposição do corpo (indício da saída do corpo de
dentro do Sudário), de que as manchas de sangue revelam que o corpo não foi desenrolado, de que os
corpos mortos por vias naturais não provocam tais chamuscaduras, e de que o Sudário de Jesus
corresponde muito estreitamente à história e aos Evangelhos, representam, todos eles, sinais bem
sólidos de que o Sudário dá testemunho da ressurreição de Jesus"41
.
Conclusão
Em face de tudo quanto vimos, compreende-se este penetrante comentário do Professor Plinio
Corrêa de Oliveira: "O Santo Sudário é um milagre permanente. Nosso Senhor fez um ato de
misericórdia soberbo, especialmente para nosso tempo, ao permitir que a fotografia revelasse sua face
divina.
"Ele é uma tal maravilha, uma tal prova da existência de Nosso Senhor Jesus Cristo, uma tal
prova de que Ele ressuscitou, uma tal prova daquilo que cremos, que se poderia e se deveria ficar
verdadeiramente encantado se em todos os ambientes religiosos se falasse do Santo Sudário.
Veneração
pública do
Sudário, por
ocasião de sua
última exposição,
em 2000
32"[Ali] é a majestade e a dignidade do Homem-Deus que se manifesta na dor e na humilhação,
com a mansidão do cordeiro mas com a altaneria de um leão.
"Eu incitaria a todos a procurarem uma bela reprodução do Santo Sudário e tê-lo entre seus
objetos de piedade, para contemplarem, admirarem, meditarem, porque ele é como uma fotografia de
Nosso Senhor Jesus Cristo. E essa fotografia lembra-nos certos episódios que estão no Evangelho, e
que dão idéia da grandeza de Nosso Redentor"42
.
Notas:
1.Santo Afonso Maria de Ligório, Reflexiones sobre la Pasión, Obras Ascéticas, B.A.C., Madrid, 1970,
Vol. I, pp. 201-202.
2.Dr. John H. Heller, membro da "turma" do "STURP" (Projeto de Pesquisa do Sudário de Turim), em
"O Sudário de Turim", Editora José Olympio, RJ, 2a. edição, 1986, p. 215.
3.Dr. Pierre Barbet, A paixão de Cristo segundo o cirurgião, Edições Loyola, SP, 9a. edição, 2000,
p.193.
4.Idem, p. 195.
5.Apud Pe. Manuel Solé, SJ, O Sudário do Senhor, Edições Loyola, SP, 1993, p. 266.
6.Idem, p. 267.
7.Actas II Congr., p. 180, in Solé, id. ib.
8.Dr. Pierre Barbet, op. cit., p. 97; Solé, 267.
9.Pe. Manuel Solé, op. cit.
10.Dr. Pierre Barbet, op. cit., p.193.
11.ACI Digital, El Santo Sudário de Turim, Internet, p. 6.
12.Dr. Pierre Barbet, op. cit., p. 97.
13.Dr. Rudolf W. Hynek, Lo que revela el Santo Sudario, p. 23. Apud Pe. Manuel Solé, p. 169.
14.Pe. Manuel Solé, op. cit., p. 169.
15.Idem, ib.
16.Idem, p. 268.
17.Cfr. ACI, id., ib.
18.Pe. Manuel Solé, op. cit., ib.; ACI, p. 6.
19.Dr. Pierre Barbet, op. cit., p. 188.
20.ACI, id. ib.
21.Pe. Manuel Solé, op. cit., p. 270.
22.Julio Marvisón Preney, O Santo Sudário: Milagrosa Falsificação?, Editora Mercuryo, SP, 1998, p.
40.
23.Evaldo Alves d'Assumpção, Sudário de Turim - O Evangelho para o Século XX, Edições Loyola,
SP, 3a. edição, 1992, p. 55.
24.Dr. Pierre Barbet, op.cit., p. 188.
25.Pe. Manuel Solé, op. cit., p. 272.
26.E. A. Assumpção, op. cit., p. 57.
27.Dr. Pierre Barbet, op. cit., p. 103.
28.Pe Manuel Solé, op. cit., p. 274.
29.Dr. Pierre Barbet, op. cit., p. 203.
30.E. A. Assumpção, op. cit., p. 59.
31.Dr. Pierre Barbet, op. cit., p. 203.
32.Idem, p. 113.
33.E. A. Assumpção, op. cit., p. 61.
34.Dr. Rudolf Hynek, op. cit., p. 51, apud Pe Manuel Solé, p. 211.
35.ACI digital, p. 7.
36.Dr. Pierre Barbet, op. cit., p. 140.
37.Pe Manuel Solé, op. cit., p. 254.
38.Dr. Pierre Barbet, op. cit., p. 32.
39.Julio M. Preney, op. cit., pp. 90-92.
40.Entrevista concedida a Catolicismo, São Paulo, junho de 1998, p. 36.
3341.Kenneth E. Stevenson e Gary R. Habermas, A verdade sobre o Sudário, Edições Paulinas, SP, 3a.
edição, 1986, p. 206.
42.Conferência pronunciada para sócios e cooperadores da TFP em 28-4-84; Arquivo da TFP, texto
sem revisão do autor
http://www.catequisar.com.br/dw/apostilas/crisma/02_paroquia_saojose.pdf

CATEQUESE TAGUATINGA


Oração no Horto
"Ele [Jesus] entrou em agonia, e seu suor tornou-se como gotas de sangue a escorrer pela terra"
(Lc 22, 44).
"Notemos que o único evangelista que relata o fato é um médico [São Lucas], e o faz com a
precisão e a concisão de um clínico. A hematidrose [excreção de suor sanguinolento] é fenômeno raro,
mas bem descrito. Aparece, segundo o Dr. Le Bec, `em condições completamente especiais: uma
grande debilidade física, acompanhada de um abalo moral, seguido de profunda emoção e de grande
medo'. .... O medo, o terror e o abalo moral estão aqui no auge. É o que Lucas exprime por `agonia',
que em grego significa luta, ansiedade, angústia. .... Uma vasodilatação intensa de capilares
subcutâneos, que se rompem em contato com a base de milhões de glândulas sudoríparas. O sangue se
mistura ao suor e se coagula na pele após a exsudação. É esta mistura de suor e de coágulos que se
reúne e escorre por todo o corpo em quantidade suficiente para cair por terra"4
.
O Prof. Giovanni Tamburelli, analisando a foto tridimensional da face da figura do Santo
Sudário por meio de um computador, verificou, além de inumeráveis escorrimentos e pequenos
coágulos de sangue que o marcam, que parece estar todo borrado de sangue, como deveria ter ficado o
rosto de Nosso Senhor no momento da agonia no Horto das Oliveiras5
.
A bofetada em casa de Anás
"Um dos guardas presentes deu uma bofetada em Jesus, dizendo: ‘É assim que respondes ao
sumo sacerdote?’" (Jo 18, 18,22).
Os cientistas, analisando o Sudário, constataram que, no lado direito da face que ali aparece, há
uma grande contusão, e a cartilagem do nariz está rompida e desviada para a direita.
Explica o Dr. Judica Cordiglia que a ruptura da cartilagem do nariz e o subseqüente desvio nasal
que se observam no Sudário se devem a uma pancada infligida por um pedaço de pau curto, cilíndrico,
de 4 a 5cm de diâmetro6
. Isso provocaria uma abundante saída de sangue, o que se constata no Sudário
pelo fato de o bigode estar impregnado de sangue, que desce do nariz perdendo-se na barba7
.
Ora, especialistas em lingüística opinam que a palavra utilizada por São João para "bofetada"
pode ser traduzida por "bastonada". O que estaria conforme com as conclusões a que chegaram os
cientistas que examinaram o Sudário8
.
Injúrias e maus tratos
"E começaram a saudá-Lo: ‘Salve, rei dos judeus!' Davam-Lhe na cabeça com uma
vara, cuspiam nele e punham-se de joelhos como para homenageá-Lo" (Mc 15,
18-19).
Com os avançados aparelhos modernos, podem-se perceber na figura do Santo
Sudário "inchaços em diferentes partes do rosto e um enorme escarro que desce da ponta
interna do olho direito até a parte inferior do nariz"9
. Este "está deformado por uma
ruptura da cartilagem dorsal, bem perto de sua inserção no osso nasal, que ficou intato"10
.
Imagem
recente do
rosto impresso
no Sudário,
revelando a
quantidade de
sangue nele
contida
26Também "nas regiões que circundam os olhos e as sobrancelhas, há chagas e contusões iguais às que
produziriam socos ou bastonadas. A sobrancelha direita está claramente inflamada"11
.
"Sobre o rosto se encontram escoriações um pouco por toda parte, mas sobretudo do lado direito,
que está também deformado como se, sob as esfoladuras sangrentas, houvesse também hematomas. As
duas arcadas superciliares apresentam aquelas chagas contusas, que tão bem conhecemos, e que se
fazem de dentro para fora, sob a influência de um soco ou paulada; os ossos da arcada cortam a pele
pelo lado interno"12
.
"A face direita está notavelmente inchada.... É um inchaço que se estende e aumenta no sulco
entre o nariz, a face e os lábios"13
.
"Portanto, temos diante de nós um rosto que foi profundamente maltratado com golpes de
bastão, socos, tapas, bofetadas, cusparadas, puxões na barba"14
.
Em suma, conclui o professor Giovanni Tamburelli analisando a fotografia tridimensional do
Sudário: "O rosto acaba se mostrando coberto de uma angustiante máscara de sangue, à vista da qual
parece incrivelmente cruel o sofrimento do Homem do Sudário. É algo perturbador"15
.
A Flagelação
"Pilatos mandou então flagelar a Jesus" (Jo 19, 1).
"O Sudário nos dá um quadro muito mais completo, preciso e horrendo da flagelação: mais de
120 golpes ternários, infligidos por dois homens fortes, um mais alto que o outro, peritos em seu
ofício; um de cada lado do réu, lhe cobrem metodicamente com seus golpes toda a superfície do
corpo .... com exceção da parte do peito sobre o coração, sem poupar nenhum espaço"16
.
Ao longo de todo o corpo, especialmente nas costas, podem ver-se marcas idênticas às que
deixaria o instrumento que os romanos utilizavam para flagelar um réu (o flagellum taxillatum,
composto de três ramais terminados em pequenas bolas de metal com relevos e unidas entre si por um
arame). Esse objeto não era utilizado na Idade Média, e só se conhece em nossos dias depois de ter
sido encontrado em escavações arqueológicas. Cada golpe arrancava a pele provocando pequenos
escorrimentos de sangue17
.
Estudando a direção desses escorrimentos e a direção dos golpes, foi possível deduzir a posição
encurvada em que Jesus se encontrava sobre uma coluna baixa para a flagelação. O Prof. Pier Luigi
Bollone pôde contar mais de 600 contusões e feridas em todo o corpo do Homem do Sudário, e 120
marcas de açoite18
.
"Os milhões de microscópicas hemorragias intradérmicas, próprias da hematidrose ou suor de
sangue, surgem em toda a pele do corpo, que fica assim `toda machucada, dolorida e bastante sensível
aos golpes'. Portanto, não se deve estranhar que aqueles brutais açoites tenham aberto e arrancado a
pele com efusão de sangue a cada golpe.
"As chagas da flagelação têm um realismo, uma abundância, uma tal conformidade aos dados
arqueológicos, que ficam em notável contraste com as pobres imaginações dos pintores de todos os
tempos"19
.
A coroação de espinhos
"Os soldados teceram de espinhos uma coroa e puseram-lha sobre a cabeça, e cobriram-no com
um manto de púrpura" (Jo 19, 2).
27No Sudário "a cabeça mostra mais de 50 feridas pequenas e profundas que evidenciam a
aplicação de uma coroa de espinhos. As manchas maiores coincidem exatamente com locais onde
estariam as veias e artérias reais, quando na Idade Média se desconhecia a circulação do sangue"20
.
E disso "o Santo Sudário não dá margem a dúvidas. Deixa supor claramente uma coroa em
forma de capacete que cobria toda a cabeça do homem, da fronte até a nuca"21
.
"Nesta região da cabeça, cheia de terminações nervosas e grande quantidade de vasos
sangüíneos, a dor produzida pela coroa, carregada na cruz, e portanto cravando-se a cada movimento,
certamente era insuportável"22
."Nesta região da cabeça, cheia de terminações nervosas e grande quantidade de vasos
sangüíneos, a dor produzida pela coroa, carregada na cruz, e portanto cravando-se a cada movimento,
certamente era insuportável"22
.
Nota-se no Sudário, no lado direito da fronte do supliciado, um grosso fluxo de sangue bastante
espesso na forma do número "3". "Sabe-se que nesta região, em muitas pessoas, existe uma veia
bastante calibrosa e que, aos grandes esforços, se torna bastante dilatada. Um dos espinhos terá
perfurado esta veia — e estudos geométricos e anatômicos confirmam esta assertiva — causando um
sangramento constante, mesmo após a retirada do objeto que produziu o ferimento"23
.
"As hemorragias da coroa de espinhos e os coágulos por elas formados são de uma veracidade
inimaginável"24, impossível de serem concebidas por qualquer artista que não o divino.